Qual é a mudança que realmente precisamos? De onde surgem tantas contradições em nós mesmos? Penso que às vezes o que nos irrita é aquilo que vive na gente. Odiamos conviver com certas coisas dentro de nós, e quando vemos que aquilo ali tá expresso em outra pessoa, temos raiva dela e fazemos nossas críticas. Afinal, qual é a mudança que precisamos ter? Somos mesmo capazes de mudar ou só somos capazes de reprimir temporariamente o que somos? Seja como for, talvez isso já seja uma mudança. E se não for temporário? Todos nós temos nossos limites e alguns simplesmente se conformam com eles, outros tentam ampliar, mas poucos resolvem analisar e ver quais limites deveríamos reduzir em nossas vidas também. Por que só ampliar é bom? Se a vida tem que tender ao equilíbrio, que bom senso é esse de só ampliar limites? Às vezes precisamos mesmo é reduzir alguns mesmo. Qual é a mudança que realmente preciso? Até que ponto isso pode me afetar e destruir quem eu sou? Cheiros, objetos, comidas, cabelos, ideias, questionamentos, pensamentos, programas, jogos, caminhos... Tudo isso é parte de lembranças que em algum momento podem ser fatais. Não nos damos conta de que tudo o que vivemos e nos traz prazer algum dia pode ser motivo de dor e, para alguns, se transformar futuramente em momentos nostálgicos que machucam e massageiam ao mesmo tempo. É difícil demais seguir seu próprio caminho às vezes. Toda essa estrada de terra contém pegadas, mas na vida as coisas são bem diferentes. As pegadas que projetamos no futuro vão estar diante de nosso campo de visão o tempo todo porque cada uma delas é real. Numa estrada de terra literal, você só vê as pegadas que ficaram pra trás, mas na vida vemos as pegadas que ainda nem pisamos, e é tão triste ao vê-las ao seu lado, em tamanho que não cabe aos seus pés. Eles podem até virar buracos nos quais você tropeça e cai. Ainda as observo esperando o momento de colocar meus pés novamente, sentir o quão macia e cheia de pedras é novamente. Peguei um caminho muito bonito, mas meu jeito torto de andar me desviou sem eu perceber. Me perdi, me achei e ainda busco meu caminho de volta. Quem sabe a chuva que forma tanta lama não tapa os buracos e torna as pegadas acessíveis novamente? Ainda chovo à espera disso tudo...
É essa escala 6×1..
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Nem Deus aguentou a escala 6×1
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Há 3 meses
4 comentários:
As perguntas, com ou sem respostas, sempre as perguntas. Por mais tempestuoso que seja o tempo em que vc vive, deixa ele ir te levando. Torço pra que vc encontre as respostas que tanto precisa, agora ou amanhã. Mas nunca deixe de se perguntar. Isso sempre ajuda. Bons dias fiote.
boooom as boas lembranças vc vai ter sempre...ateh pq se foram boas por mais q vc queira num tem como serem esquecidas...pelo menos naum por enqt...enfim, sei q eh dificil caminhar sozinho principalmente qnd se esta acustumado a dividir seus sonhos, seu futuro e td mais com outra pxoa...ms eh necessario...se tem uma coisa q aprendi nos ultimos tempos foi q a nossa felicidade num pode depender d ngm...com o tempo a genti acaba fikando dependente dmais em td e no final isso soh atrapalha...vc num sabe mais viver sua vida, num sabe mais ser vc...
por ultimo, naum temos o controle d tdo...porem achamos q temos...por isso q a genti se machuca tanto...planos podemos ateh fazer, ms não ha nenhuma garantia q eles serão concretizados...precisamos nos conformar qnd isso acontece...
não consegui usar meu poder d sintese droga...HAUHAuHAuHauAHuahuah!!amo vc!!!
Esse é o problema, projetar pegadas para o futuro e deixar de enxergar a estrada. Não é que a pegada vire um buraco, é que você projeta tanto a pegada, que não vê que ela está em cima de um buraco.
Acho que você deveria parar de olhar as pegadas e ver a estrada, se for o caso, mudar de estrada.
Ai,ai...Alguém me salva da frieza do mundo... ou coloca ela mim. Também serve.
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