sexta-feira, 31 de julho de 2009

Mentiras, omissões e revolução industrial

Bem, depois de um tempinho sem postar, voltei aqui. Minha internet tá enchendo mais o meu saco que meus próprios testículos. Adoraria conseguir ficar algumas horas conectado sem perda de conexão. Tentar reconectar é perda de tempo... Por isso eu adoro a Oi com o seu querido Merdox, a internet bunda larga mais bunda que larga, afinal, bunda larga é pra quem é fodido, mas quem se fode é você.

Bem, esses dias foram bem decisivos em alguns pontos. Fiz um post imenso que prefiri deletar por motivos óbvios (vida alheia excessivamente exposta de maneira excessivamente parcial) e acabei fazendo um post que pouca gente entendeu. Bem, acreditem, isso foi exatamente minha intenção uma vez que eu mesmo não estava entendendo o que tava acontecendo, pra variar. Minha vida sofre de um problema gravíssimo: aleijamento mental. Mas sem problemas, já que isso me serviu de algo.

Algumas pessoas a gente deidifica demais e isso pode se tornar um problema. Você começa a se sentir um desgraçado diante dela cada vez que você erra, acredita em cada palavra e aplica o que foi dito a cada detalhe, e não precisa ser um gênio pra perceber que algo aí tá errado,né? É engraçado que às vezes pra descobrir a verdade sobre seu deus ou sua deusa você precisa de endemoniar mais ainda, nadar mais pro fundo, mandar um foda-se e pular do abismo. Ou você aprende e encontra Jesus, aprende a nadar ou a voar, ou então você fica possuído, se afoga ou se estabaca (há quanto tempo não ouço essa expressão! o_O) quando atingir o chão. É um risco sério, afinal, se você encontrar Jesus pode vê-lo morrendo, se nadar pode se cansar e se voar pode chegar tão alto que vai perder o fôlego. E é por aí mesmo! Criar uma realidade pra tentar viver é uma escolha inconsciente e perigosa porque uma hora você cansa disso tudo e resolve viver a realidade fora da sua cabeça e é possível que esteja um pouco desorientado, sem reconhecer o território no qual está pisando. É bom "desendeusar" uma pessoa que vivia nessa condição e tornar a vê-la como uma mera mortal novamente. Não sinto mais culpa diante de pessoas que faziam o mesmo que eu, só que sem o menor peso na consciência. Agora aprendi que posso ser melhor que isso também. Também aprendi que seus homens desrespeitam o que te desrespeita, sua parte mais imunda, então não os culpo e até dou meu apoio (comentário autista interno que nem é pra ser entendido por todos...hohohoho...). Mentir é uma coisa e omitir é outra, mas omitir algumas coisas torna toda uma situação pura mentira. Pensem a respeito.

Agora vou mudar de assunto e sair do meu micro mundo pra tratar do macro mundo que, obviamente, influencia na existência do meu pequeno micro (redundância rulez!). Agradeçam totalmente a Daline por ter me feito repensar esse assunto! Na realidade nem sei se vou ser capaz de extender a respeito, pode ser só uma observação, mas foda-se. Sempre que escrevo é improviso, então enfia o post no cu.

Quero falar a respeito da revolução industrial e o que isso representou pro mundo que vivemos hoje em dia. Não preciso dizer que isso tudo começou no que movimenta nosso mundo até hoje: ganância. Segundo eu mesmo - e Marx concorda comigo -, isso originou nosso incrível sistema econômico revolucionario: o capitalismo. Chamo tudo isso de revolução porque de fato são revoluções, mas em um sentido bem pejorativo. A revolução industrial inventou nossa forma de produção em massa que, somada aos conceitos capitalistas criou nosso meio de vida: consumo excessivo com desperdício excessivo, mas obviamente com essa parte muito tempo depois. De início a revolução industrial só foi cruel com quem a movia mesmo: os trabalhadores. As pessoas que antes sabiam como era a produção desde a extração de matéria-prima até o produto final perderam espaço e tiveram que se limitar a serem encarregadas de uma função repetitiva sem necessidade de entender todo o processo. Alienou-se o trabalhador. O produtor virou produto. As consequencias disso tudo são as ultra especializações que existem hoje em dia no mercado de trabalho. Não digo que isso seja de todo mal, mas analisando vantagens e desvantagens.......... Enfim, se produtor virou produto, imaginemos o produto virou: lixo. Pois é! O que não é descartável hoje em dia? A revolução industrial começou alguns anos depois de 1800 e em torno de 200 anos levou à morte e extinção milhares de espécies e agora ameaça praticamente todas desde que foi complementada pelo capitalismo. Vivi a época onde ninguém morria por não ter copo descartável. Nos empurraram que isso é pela nossa saúde e aceitamos mesmo que sejam esses os responsáveis pelas doenças causadas por tanto lixo acumulado degradando o meio ambiente. Até nossa alimentação mudou demais! Alguém sabe do que se trata 1/3 dos ingredientes escritos nas embalagens do que comemos? Esses dias fiquei feliz com uma manteiga que dizia "creme de leite e sal". Simples e gostosa. Lembro de quando eu comprava queijo na padaria e vinha nos sacos de papel, não em plástico. O Carrefour tem uma linha de produtos orgânicos entre os quais há chás. Eu, me sentindo o ambientalmente correto, comprei um de mate com canela e tomei um susto ao abrir a caixa: cada saquinho de chá é protegido por uma embalagem plástica individual. Como chamam isso de orgânico? Pois é! Alguém inteligente aí notou que nosso planeta também virou produto descartável? Os milhares de anos que vivemos nesse planeta em relativa harmonia, pelo menos garantindo novas gerações, foram jogados fora como qualquer produto em 200 anos. Paz é guerra, destruição é progresso e qualquer coisa é bem de consumo.
Beijos na ferida!

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